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Publicado em 30.05.12 Escrito por Fabio Bearzi
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Nasci em 1972 bem pertinho das margens do rio Pinheiros, é, aquele mesmo, que se junta com o Tietê na cidade de São Paulo para então cruzar o estado todo. Dizem que o surgimento da música de raiz e das modas de viola caipira se desenvolveram às margens do rio Tietê. Destas margens surgiram Raul Torres, Teddy Vieira, Cornélio Pires, Tonico e Tinoco entre muitos outros. Talvez daí tenha surgido minha aptidão para a música caipira, muito antes de eu conhecer sequer o que era a viola caipira.

No Paraná tenho minha história familiar brasileira. Cambé, cidade que foi fundada com a vinda de meu avô na década de trinta, foi a terra onde encontrei meu amor e criei meus dois filhos, Pedro e Clara. Aqui também comecei minha vida musical.

Aprendi a tocar violão bem cedo (1984), bem antes de fazer o curso de engenharia mecânica na Santa 'e Bela' Catarina, meu sustento e tradição familiar. Bom, voltando ao violão, lembro das noites quando minha mãe e meu tio passavam cantando música caipira numa viola DelVecchio em duas vozes, lá na chácara Pirilampo. Em pouco tempo já me encontrei participando das cantorias e, mais tarde, nas tocanças também.

Por falta de contra-baixista e por eu ter uma tendência de fazer o que os outros não gostam, somente para agradar, comecei a tocar contra-baixo em 1985. As bandas foram poucas, mas sempre com repertório bem qualificado. Nossa primeira banda tinha até saxofonista! "Censura Livre", depois "Fim da Picada", sem contar a banda de jazz rock "Os Químicos", os únicos que conseguem transformar a música em m... e, no final, a "Banda Matéria Prima", que pertencia ao finado tecladista Nelsinho, famosíssimo em Londrina (Foto do Baile de Reveillon em Nova Esperança com a Banda Matéria Prima em 1988/89). Estas foram algumas das bandas das quais partipei. Na última, com apenas 14 anos, conheci parte do Norte do Paraná e o interior e São Paulo fazendo bailes, comícios políticos e reveillons. Não sei como minha mãe teve coragem de me soltar neste mundão véio tão cedo. Bom, era engraçado, eu, cabeludo e rockeiro, tocando bolero, samba, vanerão, rock'n roll e inclusive ajudando no vocal de vez em quando.

Em 1988 passei três semanas fazendo o Curso Internacional de Férias da Pro Arte para violão clássico em Teresópolis, na serra do Rio de Janeiro, com o professor Leo Soares (abaixo: foto publicada no jornal de Teresópolis, pois haviam 4 gerações da família participando do curso naquele ano, minha bisavó -Bibi Thea- como coordenadora, meu primo Dieter, como violoncelista e eu, aprontando). Já naquela época eu me identificava com a viola, pois levei para  o curso um violão Gianinni série estudo encordoado com um pesado encordoamento de aço! (violão clássico nunca usou, usará ou sequer imaginou usar cordas de aço). Quase fui expulso do curso logo no primeiro dia, só pude ficar com a condição de trocar as cordas imediatamente.... Infelizmente não pude repetir este curso pois ele acabou sendo extinto no ano seguinte dando lugar a outros festivais, como o Festival de Campos do Jordão, por exemplo.

Foi quando veio a oportunidade de estudar fora e tive a sorte de passar um ano na Alemanha. Lá me apresentei em bares tocando um pouco de tudo que eu sabia, ou lembrava, pois não havia internet para baixar letras ou cifras, era tudo de cor, rolava até uns embromations quando eu não lembrava a letra.

De volta ao Brasil, trabalho, estudos, faculdade, trabalho e depois de alguns anos com a música em estado de hibernação, eis que surge novamente uma violinha em meu caminho. Nas dez cordas de uma Giannini cinturada foi surgindo um novo brilho na minha atividade musical e dando asas a uma perspectiva maior de instrumentista solista.

A partir de 2008, divido o estudo e criação no instrumento com atividades profissionais de engenheiro e empresário. Também é quando começo a registrar os fonogramas da minha criação. Primeiro lancei o CD caseiro e de baixa qualidade, Versões da Viola, distribuindo em torno de 100 cópias para amigos e parentes.

Participei de alguns Festivais, como os Festivais do Trabalhador SESI em 2010, onde alcancei a terceira colocação com a composição para viola caipira "Trio no Pasto" (Foto da Apresentação no Teatro de Arapongas). Em seguida fui primeiro colocado com a composição "Soladinho" no Festival Estadual da Rádio UEL FM de Londrina (graças à votação insistente e frequente da minha cunhada Márcia Félix). Esta mesma composicao foi veiculada em todo o país na etapa nacional do Festival da ARPUB, Associação das Rádios Públicas do Brasil, onde obtive a terceria colocação no voto popular pela internet, neste caso sem a ajuda dela... rsrs

Participei dos Festivais Internacionais de Música de Londrina a partir do ano que criaram o curso de viola caipira em 2010. Fiz algumas aulas com os violeiros Ivan Vilela, João Paulo Amaral e Zé Helder a partir de então.

Em 2012 lancei, em parceria e nos estúdios do tradicionalíssimo violeiro de Londrina, Simão (Simonides José Dias), o CD "Ponteios de Viola". Neste trabalho procurei encontrar o tradicional da viola caipira de raiz com algumas novidades e estilos trazidos da minha diversidade e vivência em todos os estilos de música. Com excelente aceitação para quem entende e sente a música, já foram distribuidas mais de 800 cópias dele.

2013 foi o ano da virada, onde realizei meu grande sonho de fabricar minha própria viola (ver menu Luthieria). De lá pra cá tenho me dedicado mais à construção do que à execução da mesma. Em 2014 fiz mais 6 violas para amigos e parentes, dentre eles o Lauro Prado do "Bonde do Forró" que pretende utilizar a mesma em seus shows Brasil afora.

Os planos para 2015 são um novo CD, agora misto entre viola instrumental e composições minhas cantadas.

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