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Publicado em 12.03.13 Escrito por Walter Ogama
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MÚSICA

Estranha mania de fazer música boa

Criatividade, talento e a viola caipira de um cambeense devolvem a qualidade roubada pelo som vendido pela indústria fonográfica.

Cuidado! Um pisão de pé torto na beirada do barranco pode levar ao descaminho. Zonzo da queda no princípio, aos poucos a consciência retorna, reforçada, e leva à razão. Ponteios de Viola dispensa histerias. Quem ouve é tocado, assimila e sente. Nas mãos de um artista criativo e talentoso o instrumento chora e faz chorar.

Fabio Bearzi é isso. Tocador de viola caipira e compositor, ele acaba de lançar um CD com 12 faixas nada recomendadas para quem prefere os percursos impostos pela indústria cultural brasileira, na qual até os gestores da música, do teatro, da dança e de outras manifestações se apegam, em nome das iniciativas públicas, privadas ou mais ou menos.Fabio violeiro

No inverso sensato a opção pelo trivial é o caminho seguro, sem barrancos e nem riscos de perder os passos. E quem comanda a marcha são os locutores estilizados das FMs e os apresentadores dos programas sensacionalistas da TV. No bom senso o tocador de viola mostra que o sonho não acabou. É possível produzir cultura e, na música, acostumar os ouvidos das pessoas a serem portas de entrada da alma.

"Salto do Saci", de autoria própria, abre o álbum. Ele mesmo, Fabio, ponteia a viola caipira afinada em "rio abaixo modificado". Nada de estranho no nome da afinação! Isso existe, inclusive na teoria de grandes mestres do instrumento e documentada em livro. Contenha-se ao colocar para rodar. Ninguém vai pular com uma perna só ao ouvi-la. O coração sim, este vai saltar de contentamento. O arranjo é de Simonides José Dias, o Simão, que também faz o violão.

A curiosidade, estranha mania de quem busca algo, fez pular de faixa, da primeira à sexta, onde está a música "Bem-te-viu", também autoria própria, com a viola caipira em afinação "cebolão em ré" e outra vez Simão no violão. Fabio complementa com apitos e efeitos percursivos. Dá gosto de ouvir e é impossível descrever a música. Mas bate uma saudade de lugares e gente que a gente endoidece. Valeu, exceto a perda por ter tido pressa e avançar faixas.

Na música, porém, vigora aquela verdade: a ordem dos fatores é o de menos. Assim, no regresso à faixa dois quem espera para ser tocada é uma inspiração doméstica, conforme confessa o artista. "Cateretê da mãe", em afinação "cebolão em mi", é uma crônica para ser ouvida.

E para se ter idéia do que tem mais, sempre com Simão no violão, escuta-se "Pirilampeando", "Lamento Paraibano", "Bela Vista do Paraná", "Soladinho", "Arrombado", "Trio no Pasto", "Garoa Lenta", "Luar das Gerais" e "Canela Roxa".

Como o autor canta na única faixa com voz, é "... o som dos bichos ornando com a viola chorada..." E nada de te-re-re-te-te ou festas nos apês com bundalelê. Ponteios de Viola, de Fabio Bearzi, é arte feita por um cambeense, engenheiro mecânico, que nasceu em 1972 pertinho das margens do rio Pinheiros: "É, aquele mesmo, que se junta com o Tietê na cidade de São Paulo para então cruzar o Estado todo". Palavras do artista.


Serviço: o CD pode ser adquirido por R$ 10,00 na recepção da AESA Molas (Rod. Mello Peixoto, 3548 - Cambé) ou pelo site www.fabiobearzi.com.br.

Texto de Walter Ogama (Especial para o JNC - Jornal Nossa Cidade de Cambé em 22 de fevereiro de 2013)

 

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